NOVO PROJETO SERÁ LANÇADO PELO CAIS DO SERTÃO

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Nesse mês de março, de Repente ao Rap irá renovar a programação do Cais do Sertão. A proposta é promover intercâmbios entre diferentes expressões culturais como unir repentistas, poetas populares com tradição bastante forte na cultura sertaneja brasileira, com a linguagem dos rappers, cantores de rap que cantam a urbanidade em suas músicas, tudo isso dentro do projeto De Repente ao Rap.

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Serenatas ao Luar na Orla de Olinda

Para os românticos de plantão e os amantes de uma boa música, hoje (12 – quinta-feira) a orla de Olinda será palco do projeto Seresta da Orla. Os seresteiros levarão aos moradores de Bairro Novo e os que estiverem a passeio, todo o lirismo das grandes e belas Serenatas ao Luar, com músicas românticas, ao som de instrumentos de cordas, percussão e cantos, e assim, reviver um passado romântico.

Foi dada a largada do romantismo e a da musicalidade para o público de todas as idades. As apresentações são quinzenais, sempre nas quintas-feiras à noite.

Para José Carlos, mais conhecido como Kita, o projeto representa um resgate ao atrativo turístico da cidade e tem como objetivo levar a cultura e entretenimento nas noites para a comunidade do Bairro Novo em Olinda.

A Seresta da Orla se concentrará no Bar e Restaurante Bode do Nô, com saída prevista às 19h30, pelo calçadão em direção ao Largo do Monumento ao Senador Marcos Freire. Durante o percurso, os seresteiros farão algumas paradas em frente aos restaurantes.

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Maiores informações: (81) 99691567

 

UM POUCO DA HISTÓRIA

Segundo os dicionários, serenata é um concerto à noite, ao ar livre, mas também pode ser nome de certas melodias simples e graciosas. Não se trata propriamente de um modalidade musical, mas de uma forma interpretativa ou de um conjunto instrumental destinado a acompanhar pelas ruas e estradas um cantor solista.

Seresta foi um nome surgido no século XX, no Brasil, para rebatizar a mais antiga tradição de cantoria popular das cidades: a serenata.

No Brasil o ato de cantar canções de caráter sentimental a noite, pelas ruas, foi descrito viajante francês Le Gentil de la Barbinais, de passagem por Salvador em 1717, ao contar em seu livro Nouveau voyage autour du monde que “à noite só se ouviam os tristes acordes das violas”, tocadas por portugueses (espadas escondidas sob os camisolões) a passear “debaixo dos balcões de suas amadas” cantando, de instrumento em punho, com “voz ridiculamente terna”.

A transformação dessa modinha, a partir do Romantismo, em canção sentimental típica das cidades em todo o Brasil (alguns poetas românticos foram compositores, outros tiveram seus versos musicados), tal tipo de canto, transformado desde o séc. XVIII quase em canção de câmara, volta a popularizar-se com a voga das serenatas acompanhadas por músicos de choro, a base de flauta, violão e cavaquinho.

Influenciadas pelas valsas, as modinhas têm então realçado seu tom de lamento na voz dos boêmios cantadores de serenatas, por isso chamados de serenatistas e seresteiros.